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| N° 7 |
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| Maquinista Cruxi |
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| Capitão Gantritor |
Na parte da frente do veículo, o capitão checou mais uma vez os sensores. Aquela era apenas mais uma missão idiota - pensava ele - na qual podiam ser abatidos como patos antes mesmo de saberem porque haviam decolado. Receberiam suas instruções especificas, como preconizava o regulamento, quando saíssem da zona quente. Isso acontecia para evitar que, em caso de uma provável abordagem inimiga, as informações fossem roubadas pelos comandantes inimigos. O capitão Gantritor achava que essa era só uma desculpa. as instruções eram dadas tardiamente porque boa parte delas era para missões inúteis - transporte de carga e.de.passageiros, fotos de locais inabitados e distantes... a guerra se arrastava e os combates reais eram raros. Os dois lados preferiam optar pela covardia do ataque de guerrilha: pequenos veículos atacando comboios para saquear cargas, ataques em pequena escala feitos por duas ou três naves. Não havia mais honra na batalha.![]() |
| Piloto Wedge |
Já voavam a cerca de 45 minutos quando o alerta sonoro do painel começou a soar, indicando que estavam prestes a deixar a zona quente.
- Maquinista, diminuir força para 1/4 - disse o capitão pelo comunicador. Um som de chiado indicou que a mensagem foi recebida.
Assim que a nave diminui, o capitão colocou seu comunicador individual com fone e microfone. utilizou seu código de acesso por voz para acessar o sistema e ouviu atentamente.
Depois de dois ou três minutos, o capitão retirou os fones com um suspiro fundo e disse ao piloto:
-Marque curso para noroeste sul. Serviço de táxi de novo. Vamos até a estação médica perto de Antares. Traremos uma cientista para cá.
- Mais uma missão tranquila, senhor? - perguntou o piloto.
- Sim, garoto. Infelizmente. Maquinista, força total.







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